Seleto's in Puzzle Land – Uma carta de amor aos clássicos e aos quebra-cabeças





 Fala, pessoal! Tudo bem com vocês? Aqui é o Elson Lima, e hoje eu quero bater um papo muito bacana sobre um jogo indie brasileiro que me pegou de surpresa: o Seleto's in Puzzle Land.


Se você é daquela época boa do Nintendinho e do Super Nintendo, ou simplesmente adora um quebra-cabeça que te faz pensar fora da caixa, já vai puxando a cadeira porque esse jogo merece a nossa atenção.

Sabe aquele tipo de jogo feito com carinho, que você percebe o amor dos desenvolvedores em cada pixel? É exatamente isso que a dupla Fabiano (o Seleto) e Marcelo (o Ronister) entregou aqui. O jogo saiu agora em agosto de 2026 lá na Steam, e eu joguei, pesquisei sobre os bastidores e vim trazer a minha visão sincera pra vocês.


A história é nostalgia pura!
A premissa é super simples e direta, bem anos 90: o Mago Dimaz quer roubar o Cristal do Poder pra dominar o mundo de Puzzle Land, e cabe ao nosso herói Seleto impedir isso. Mas como ninguém salva o mundo sozinho, ele chama o amigo Ronister pra ajudar. E é aí que o jogo brilha de verdade.

 

Como é jogar Seleto's in Puzzle Land?
Galera, a mecânica principal aqui é a cooperação, mas com um detalhe: você joga sozinho! Com um simples apertar de botão, você alterna entre o Seleto e o Ronister. Cada um faz uma coisa diferente. O Seleto, por exemplo, não consegue empurrar os blocos pesados, mas o Ronister consegue. Em compensação, só um deles consegue ativar as alavancas.


Pra passar das 50 fases do jogo, você tem que pensar estrategicamente. Tem que levar os dois vivos até o portal no final da fase. Começa facinho, mas logo o jogo começa a jogar esteiras, blocos de gelo escorregadios e fogo na sua cara. Tem horas que você dá um passo em falso, trava um personagem e tem que reiniciar a tela. É aquele sentimento bom de "ah, agora eu entendi como faz!".

O que mais me chamou atenção:
Pra mim, o charme do jogo tá nas homenagens. Os caras colocaram um sistema de Passwords (aquelas senhas que você anota num papelzinho depois de derrotar um chefão, igualzinho a gente fazia no Mega Man!).

Sem falar nos "easter eggs" que o Fabiano colocou. A roupa do Seleto é inspirada no Yusuke Urameshi do Yu Yu Hakusho na fase do Torneio das Trevas. Tem uma montanha voadora num dos mundos que é a cara da Angel Island do Sonic, e até uma lógicazinha no último mundo parecida com o cenário do Mortal Kombat, com o Mago Dimaz passando de fundo. Ah, e tem uma homenagem linda a um gatinho de estimação do desenvolvedor que aparece nos cenários. É de aquecer o coração, sério.


E os bastidores?
Eu vi que a motivação do Fabiano pra criar o jogo veio de uma reflexão super profunda. Depois que o Akira Toriyama (criador de Dragon Ball) faleceu, ele pensou muito sobre qual seria o legado dele no mundo. Isso deu o gás que ele precisava para terminar o jogo, sabe? É inspirador ver alguém colocar o próprio nome na história dos games, mesmo que de forma humilde.

O Veredito do Elson
Sinceramente? Vale muito a pena. É um jogo baratinho, que roda em qualquer computador e entrega muita diversão. A trilha sonora que o Ronister fez gruda na cabeça e a pixel art é super carismática.

Se eu tivesse que apontar uns defeitinhos, eu diria que a física do pulo às vezes exige uma precisão na beiradinha da plataforma que pode te fazer passar um pouco de raiva nos mundos finais. E, claro, a mecânica implora por um modo cooperativo de dois jogadores – seria incrível jogar isso no sofá com um amigo –, mas entendo que as limitações técnicas do desenvolvimento solo não permitiram.

Minha nota? 4 de 5 estrelas fácil!
É uma carta de amor aos jogos retrô e um orgulho pro nosso cenário indie nacional. Se vocês tiverem a chance, comprem lá na Steam e apoiem os caras.

https://store.steampowered.com/app/4959140/Seletos_in_Puzzle_Land/


E vocês, o que acharam dessa premissa? Curtem jogos de quebra-cabeça com plataforma? Deixem aí nos comentários! Um grande abraço do Elson Lima e até a próxima!

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem